Construção civil
Toda obra solicitando. Todo pedido rastreado. Sem uma licença nova no ERP.
O dinheiro saiu do caixa e chegou na obra. Entre um e outro, ninguém consegue dizer o que aconteceu.
Nota que não chega. Material que ninguém lançou. Medição que não bate com o que foi executado. O resultado aparece no fechamento do mês, quando já não dá para mudar nada.
O diagnóstico
O problema não é falta de sistema
Sua construtora já tem ERP. Mesmo assim, a compra da obra continua acontecendo fora dele — e todo mundo sabe disso. O pedido nasce num áudio de WhatsApp, o comprador anota num caderno, e o sistema só fica sabendo no fim, quando a nota chega.
Não é culpa do ERP: é o desenho dele. Ele foi feito para o escritório — orçamento, contratos, medições, financeiro, apropriação de custo — e o licenciamento acompanha esse desenho, contratado por usuário.
Aí aparece a conta que trava todo mundo: uma construtora com quatro ou cinco obras tem dezenas de pessoas que precisariam apenas pedir um material. Licenciar todas elas, para usarem dois por cento do sistema, não se paga. Então a empresa faz a única coisa possível: deixa o campo de fora. E o campo é onde a compra nasce.
A arquitetura
Duas camadas, um só fluxo
Cada ferramenta faz o que faz bem. O material caminha de uma ponta à outra sem ninguém redigitar nada.
Camada 1 · campo
A obra pede
No celular
- O engenheiro abre a solicitação com foto do item
- Define urgência e quantidade
- O apontador confirma o recebimento com foto
- Todos acompanham o status do que pediram
Custo por usuário baixo — cabe dar acesso a toda a equipe de campo.
Camada 2 · escritório
O escritório compra
No painel de compras
- Recebe tudo em um painel único, por obra
- Cota, negocia e fecha com o fornecedor
- Agrupa pedidos por fornecedor e por obra
- Controla o prazo automaticamente
Deixa de garimpar pedido em grupo de WhatsApp.
Camada 3 · ERP
O ciclo fecha
No ERP que você já usa
- A compra é lançada com nota e fornecedor
- Custo apropriado na obra certa
- Financeiro e contas a pagar seguem o padrão
- Só quem realmente opera o ERP precisa de licença
Custo por usuário inalterado — nenhuma licença nova.
O sistema da casa não pede que a obra vire outra pra caber nele — ele escreve a obra que já existe.
O fluxo
Sete status, do canteiro ao lançamento
O status é o que move o item entre as telas de cada pessoa, dispara o alerta e alimenta o cálculo de prazo. É o processo, não um enfeite.
- 01
Solicitado
O engenheiro abre o pedido na página da obra, com foto obrigatória do item. Aqui o prazo começa a contar.
- 02
Em cotação
O escritório cota preços com os fornecedores, direto no painel.
- 03
Pedido
Cotação fechada: vira pedido, agrupado por fornecedor e por obra.
- 04
Comprado
Compra fechada com o fornecedor. O relógio continua correndo.
- 05
Em trânsito
Material a caminho. O apontador é avisado de que vai receber.
- 06
Entregue na obra
O apontador fotografa, lança a data e dá baixa. Aqui o prazo para de contar.
- 07
Lançado no ERP
O escritório lança a compra: nota, fornecedor e custo apropriado na obra certa.
Toda solicitação exige foto. É ela que impede o comprador de errar o item — menos troca, menos devolução, menos viagem perdida. E cada pedido carrega uma urgência, que separa o que para a obra do que pode esperar.
O custo em tempo real
O custo da obra aparece antes da nota
No instante em que o pedido entra em cotação, o valor já começa a somar na conta daquela obra. Não é o custo fechado — é a projeção do que está a caminho, que vai se firmando conforme a compra acontece. Pedido cancelado sai da conta sozinho.
O ERP mostra esse mesmo número, mas semanas depois: quando a nota chega ao financeiro e é lançada. Nessa hora o dinheiro já saiu, o material já foi aplicado e a decisão já foi tomada.
A diferença não é de precisão, é de tempo. Enxergar o custo enquanto a obra ainda pode mudar de rumo é o que separa gestão de prestação de contas.
A memória
A conversa fica no item, não no grupo
Cada pedido carrega a própria conversa. A dúvida sobre a marca, a foto que o fornecedor mandou, o aviso de que chegou pela metade, a autorização para trocar por um equivalente — tudo fica preso ao item, com data e com o nome de quem disse.
É o contrário do grupo de WhatsApp, onde a informação vive dois dias e depois some debaixo de trezentas mensagens. Seis meses depois, quando aparece uma divergência de nota ou alguém pergunta por que aquele material custou o que custou, você abre o item e lê o que aconteceu, na ordem em que aconteceu.
Quando alguém sai da empresa, o histórico não sai junto. A memória passa a ser da empresa, não da pessoa.
O prazo
O relógio começa quando o engenheiro abre o pedido e só para quando o material chega na obra.
Cotar, comprar e transportar cabem dentro do prazo acordado. O sistema calcula sozinho e marca o que atrasou — ninguém precisa controlar no olho, e ninguém consegue esconder o atraso.
O prazo é seu, não nosso. Na implantação a gente calibra com a sua operação — pode ser diferente por tipo de material, por urgência ou por obra.
O que muda
O pedido chega por áudio, foto solta ou de boca — e às vezes não chega.
Todo pedido entra por um formulário, com foto e urgência definidas.
Ninguém sabe dizer se já foi cotado, comprado ou se saiu para entrega.
O status é público: qualquer um vê em que etapa o pedido está.
O comprador erra o item porque a descrição era "aquele cano branco".
A foto elimina o erro de item — compra certa de primeira.
Não existe prazo: o pedido demora o que demorar.
Prazo calculado pelo sistema, com atraso sinalizado sozinho.
A obra descobre que não vem no dia em que precisava usar.
A urgência separa o que trava a obra do que pode esperar.
O custo só aparece no ERP quando a nota chega no financeiro.
A compra chega no ERP organizada, com obra e fornecedor certos.
Se alguém sai da empresa, o histórico das compras sai junto.
A conversa de cada item fica registrada — a memória é da empresa.
Em operação
Construtora Manuella
Rio Branco — Acre · obras públicas e privadas simultâneas
Ninguém chegou na Manuella vendendo um sistema de compras. Ele apareceu no meio do caminho, quando a empresa decidiu se organizar de verdade: primeiro veio o ERP, que resolveu o escritório, e então a limitação ficou visível — a solicitação da obra continuava fora do sistema.
O mapeamento de processos já vinha sendo feito. Foi ali que a lacuna coube, e o sistema foi construído junto com quem usa: engenheiro, comprador e apontador operando desde o primeiro dia. Primeiro o processo, depois a ferramenta.
Obras com escritório digital ativo
5
- Tribunal de Justiça do Acre
- SESI — Auditório
- Casa Ecoville
- UFAC — CAP
- Sede da AGEAC
O ganho maior não foi a compra chegar mais rápido. Foi a clareza virar confiança.
Quando todo mundo passa a enxergar a mesma tela, some a parte mais cara do dia: a incerteza. Ninguém precisa perguntar, cobrar duas vezes ou desconfiar. O que estava parado começa a andar — e o que não andava deixa de ser sensação e vira data com responsável.
Como é na tela
Como é a implantação
Não é entregar um sistema e desejar boa sorte. É desenhar o processo com a sua equipe e só então montar a ferramenta em cima dele.
- 01
Diagnóstico do fluxo atual
Como a compra acontece hoje de verdade, quem decide o quê, onde trava e o que já funciona no seu ERP.
- 02
Desenho do processo
Status, papéis, prazo, níveis de urgência e o ponto exato onde a compra entra no ERP.
- 03
Montagem e obra-piloto
Base, painéis, formulários e o escritório digital de uma obra rodando com pedidos reais.
- 04
Treinamento e expansão
Equipe de campo e escritório treinadas, replicação para as demais obras e acompanhamento dos primeiros ciclos.
O piloto vem antes da expansão. Uma obra rodando de verdade convence a equipe muito mais do que qualquer apresentação.
Vamos olhar o seu fluxo de compras.
Uma conversa curta para mapear como a compra acontece hoje na sua obra e onde está o dinheiro parado. Saindo dela, você já leva o desenho do que mudaria — com ou sem contrato.